DESPEDIDA – BANCO DO NORDESTE DO BRASIL

Essa história começou no dia primeiro de dezembro de 2006, mais precisamente à 00:00, no meu primeiro plantão da madrugada. Mas quero voltar um pouco antes no tempo, voltar ao dia em que a Hélida, minha amiga que trabalhava na Instalarme de Recife, me falou sobre a seleção para um serviço terceirizado do BNB. E quem avisou à ela? Paulo Robson. Eu serei eternamente grata à ele por isso. Mandei meu CV para a Cristiane e de vez em quando eu perguntava à ela sobre a seleção. A Cris, sempre tão atenciosa, nunca deixou de me responder e de dar esperanças.
Depois da entrevista, tive a certeza de que a vaga no era a melhor coisa que poderia acontecer naquele momento, afinal, eu queria morar sozinha e ser responsável por todas as minhas despesas, começar a ser independente. . .

Eu estava na UFC quando a Maria me ligou para dizer que eu tinha sido escolhida, e que estivesse pronta para trabalhar. O começo não foi nada fácil: sete disciplinas na faculdade e escala do GRIS de 00:00 às 06:00, e para completar, ainda estava morando no Pirambu, tendo que enfrentar uma hora e meia de Paranjana todos os dias.

Daí veio a formatura, passei a morar no prédio ao lado do banco e olha as coisas melhorando. . . Passou um ano, veio o outro, e eu estava cada vez mais segura nos meus tratamentos. Todos os colegas foram importantes no meu desenvolvimento,  mas quero fazer um agradecimento especial a estes excelentes profissionais: Paulo Robson, Clésia, Leila e Cavalcante. Eles me ensinaram tudo o que sabiam com muita boa vontade e com muita paciência para que eu trabalhasse de acordo com o padrão do BNB.

Nesses 44 meses e 19 dias eu vi um novo ano surgir através de uma câmera, e dei graças à Deus por estar empregada, vi uma raposa pela primeira vez (:P), tomei banho de chuva na grama, caí de uma cadeira e briguei com o Paulo Robson porque achava que ele tinha espalhado pra todo mundo (ô besteira), troquei plantão, passei o Natal no trabalho, ganhei F.O. positivo, ganhei ponto negativo do Silas (rsrsrs), tive a oportunidade de frequentar uma ótima biblioteca, vi o presidente Lula, comi sanduíche do Biritas, do Disk Lanches, comi o baião do Balbino, andei de graça no ponto a ponto, paguei muito moto-taxista, aprendi a cozinhar, mobiliei a minha kitnet, fiz curso que só valeu pelo salgadinho, fiz curso que valeu até sem salgadinho, recebi dinheiro atrasado, tive um mês de férias, me apavorei com os pepinos do trabalho, ensinei paulista a trabalhar, aprendi muito, peguei carona com os colegas e trabalhei de madrugada. E o mais importante: eu fiz amigos!

E é isso aí, pessoal, deixo aqui o meu agradecimento a todos que fizeram parte dessa fase da minha vida. Espero que o BNB continue crescendo e ganhando cada vez mais, apoio e confiança. Muito obrigada por tudo! Acho que cumpri minha parte. 🙂

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